segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Urgente: Polícia Militar avisa que ‘reintegração será em breve’

“Só saio daqui num caixão do IML, porque não tenho pra onde ir com os meus filhos”, diz morador ao Portal.


LUCIANA CANDIDO, DIRETO DO PINHEIRINHO - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP)
 


• A Polícia Militar do estado de São Paulo jogou panfletos avisando os moradores do Pinheirinho que a reintegração de posse da área será em breve.

Os panfletos foram atirados nesta segunda-feira de um helicóptero da corporação. Detalhe: os policiais também atiraram pedras que provocaram danos em algumas casas. Felizmente, ninguém se feriu. Muitos policiais estão realizando rondas ostensivas nos arredores do bairro do Pinheirinho. Pela manhã, fracassaram as tentativas de um grupo de parlamentares que tentavam demover o comando da PM da decisão de desocupar a área. Participaram d reunião o deputado estadual Carlos Gianazi(PSOL), o vereador Tonhão (PT) e o advogado dos moradores, Toninho. O mandado de reintegração de posse permanece, e a ameaça de uma ação de despejo por parte da PM torna-se iminente.

“Tudo indica que a ocupação vai ocorrer nas próximas horas. É muito grande a tensão entre os moradores, mas todos nós estamos dispostas a resistir”, disse Valdir Martins, o “Marrom”, dirigente do Pinheirinho. Marrom também afirma que a operação pode terminar num verdadeiro massacre. “Toda a responsabilidade pela perda de vidas será do governo Alckmin, da Prefeitura e da Justiça”, denuncia.

No final da tarde desta segunda-feira, dezenas de sindicalistas estão realizando panfletagens no centro de São José dos Campos, denunciando a possível desocupação do Pinheirinho.

O Portal do PSTU entrevistou Reginaldo e Priscila, jovem casal que mora com seus dois filhos no bairro do Pinheirinho.

“Só saio daqui num caixão do IML, porque não tenho pra onde ir com os meus filhos”, diz Reginaldo. “Tô com vontade de chorar de raiva”, desabafa com seu filho de apenas um mês no colo.

“Vão tirar a gente daqui pra dar esse terreno para um ladrão”, questiona Priscila, ao lado de seu filho de 3 anos. “A gente gastou dinheiro aqui fazendo nossa casa. Agora eles não oferecem nenhuma condição”, afirma.

Neste momento, os moradores estão reunidos em assembleia para organizar a resistência. “Nossa coragem não está atrás de um escudo, não está atrás de uma arma. Está no rosto de cada um dos moradores do Pinheirinho”, disse “Marrom” a multidão reunida. 

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