AGORA É GREVE | |
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
A 28ª CRE montou o circo para o secretário da educação atacar o CPERS
O governo Tarso quer alterar o ensino médio para atender aos empresários, o projeto já está pronto e para legitimá-lo promove reuniões com educadores e comunidade escolar.
Nas reuniões que aconteceram nos municípios que compõem a 28ª CRE as críticas ao projeto foram inúmeras, e vão desde o método como está sendo conduzido o projeto, pois as contribuições dos educadores não serão aceitas uma vez que o projeto não permite alterações, passando pela falta de estrutura das escolas e desvalorização dos educadores, até o conteúdo do projeto que além de reduzir de três para um ano e meio as aulas com os conteúdos curriculares atuais, retirando conhecimentos dos estudantes, o projeto só visa atender ao empresariado, que terá a sua disposição oferta de mão de obra semi qualificada.
Na reunião do dia 9/11 na câmara de vereadores, a 28ª CRE montou um circo para evitar contrariedades ao projeto. Levou para a câmara todos os CC’s da coordenadoria e convocou os colegas do partido para defender os projetos do Tarso.
Não bastasse isso, o secretário da educação, José Clóvis que vem tentando implementar a meritocracia através de decreto, tentou deslegitimar o sindicato. O ataque ao sindicato faz parte da estratégia adotada na reunião para desviar as atenções do principal debate, que os representantes do governo querem evitar, que o Tarso não cumpre a lei do piso e não investe em educação, mantendo ainda hoje as escolas de lata.
No CPERS discutimos questões pedagógicas, mas vamos além, o secretário sabe disso, só que hoje em dia o compromisso dele não é mais com esta entidade, que representa os anseios e as inquietações dos educadores, mas com um governo que não cumpre a lei, que não valoriza os educadores e que vem atacando direitos como foi com a privatização da previdência, o calote nos RPV’s, o aumento da contribuição da previdência, a tentativa de implantar a meritocracia e a implantação de projetos sem discussão com os educadores e a sociedade gaúcha.
O compromisso do CPERS é e sempre foi pela educação pública de qualidade. Se hoje ainda existe educação pública no Rio Grande do Sul, isso se deve a milhares de educadores e educadoras e a luta da categoria que, apesar dos ataques dos governos e que, infelizmente, Tarso tem se revelado como mais um governo a atacar a escola pública.
O compromisso do secretário é com um governo que dizia que não precisa da decisão do STF para pagar o piso e que depois recorre ao mesmo STF para ganhar tempo e enrolar os educadores. Este é de fundo o debate que os representantes do governo não querem encarar.
Se o governo estivesse de fato preocupado com a educação pública garantiria infra-estrutura necessária, com laboratórios, biblioteca, merenda de qualidade e remuneração justa aos trabalhadores em educação. Ao contrário o que o governo faz é, mais uma vez, não assumir suas responsabilidades jogando nas costas da categoria e da comunidade escolar o insucesso da escola pública.
Dia 18 de novembro vamos realizar nossa assembleia geral, debateremos nossa greve para exigir do Tarso o pagamento do piso salarial derrotar os ataques que vem promovendo na educação pública.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Estudantes da ANEL apoiam greve dos educadores!
ANEL - RS |
O quadro que encontra-se no Brasil nos mostra claramente o desmonte que se encaminha aos serviços públicos. Mortos nos corredores dos hospitais que aguardavam leitos tornam-se cada vez mais normais. Os pífios investimentos em segurança, servem bem somente ao grande capital, seja na implantação das aclamadas UPP's, seja na expulsão de famílias de baixa renda de locais estratégicos, mascarando a pobreza e miséria em que vivem os brasileiros, frente aos estrangeiros famintos pela copa do mundo. Na educação a situação não é nada diferente, são cada vez mais intensos os ataques ao ensino público, como a reforma do ensino médio que o transformará num curso técnico, para a formação de mão de obra mais rápido e acessível, arrastando para mais longe da realidade dos jovens o ensino superior. Enquanto o ensino privado continuará, com seu currículo intacto e preparando os jovens para o vestibular. Infelizmente tal reforma é apenas uma pequena amostra do novo PNE proposto pelo governo Dilma, que também cita a histórica bandeira do movimento estudantil, o investimento do PIB para a educação que, de acordo com o PNE, chegará a 7% - talvez - até 2020. A juventude não pode mais esperar! Queremos um ensino superior público e de acesso à todos! 10% do PIB já! Não aceitaremos mais as políticas conciliatórias como PROUNI e ENEM que não passam de cortinas de fumaça que canalizam dinheiro público para instituições privadas, garantindo a farra dos "tubarões" do ensino, ao invés de garantir o acesso a todos ao ensino superior público. Nesse contexto, o governo Tarso segue, sem nenhuma polêmica,aplicando a mesma política para a educação do governo federal. Eleito com base em promessas aos educadores, como o pagamento imediato do piso e a retirada do processo aberto pela ex-governadora Yeda, logo no início do ano essas promessas já ruíram. Porém, parecem ter esquecido que rivalizaram com um governo já desgastado por uma categoria que chamava incansavelmente o FORA YEDA! Categoria que, sem dúvida, não vai baixar a cabeça frente aos calotes aplicados pelo Tarso! Dessa maneira, se faz imprescindível uma resistência mais dura contra tais ataques, dessa necessidade surgiu a proposta de uma greve dos servidores da educação para o próximo mês, pelo imediato pagamento do Piso Nacional dos Educadores e pro 10% do PIB para a educação! Nós da Anel, que sempre estivemos lado a lado nas lutas com a classe trabalhadora, temos o dever de estarmos em cada escola e faculdade mostrando, a real necessidade da greve, como ferramenta em defesa da classe. Foi chamada para o dia 18/11 uma assembléia geral dos educadores no Gigantinho, para votar o início da greve. Pelo cumprimento imediato da lei que garante o pagamento do piso salarial dos educadores e pelos 10% do PIB para educação. Então, a IV Assembleia Estadual da ANEL – RS declara seu apoio a construção da greve dos educadores do RS, e chama todos os estudantes a apoiar! |
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Conferência Municipal de Gravataí diz Não a proposta do governo de reestruturação do Ensino Médio.
Aconteceu nesta segunda – feira (31/10) na Câmera de Vereadores de Gravataí a conferência municipal. Depois de uma longa e monótona apresentação da proposta pela coordenadoria, dezenas de professores, alunos e pais fizeram falas contundentes de contrariedade ao projeto que o governo quer implementar a toque de caixa.
Diferente do que a coordenadoria queria encaminhar foi garantido que todos primeiro falassem para que ao final voltasse à palavra ao governo. Além da praticamente unanimidade das falas repudiarem o conteúdo e a forma como o governo esta fazendo, muitos denunciaram a situação de suas escolas, com falta de bibliotecas, laboratórios, falta de salas de aula, quadros estragados, etc...
Ficou evidente no debate que o que as escolas e os educadores precisam é de mais dinheiro. Precisam que o governo pague o piso aos educadores. Precisam que o governo destine 35% dos recursos do Estado para a Educação Pública.
Muitos colegas questionaram o caráter da conferência: se tínhamos poder de decisão ou se não passava de um faz de conta, uma verdadeira palhaçada só para respaldar, dar verniz democrático ao projeto do governo. Os colegas se referiam ao artigo do texto do governo que diz que não se pode alterar o projeto.
No final a coordenadoria se negou a encaminhar a proposta de votação para que se tivesse a posição da conferência de Gravataí. Diante da persistente negativa da coordenadoria de votar o encaminhamento, foi feito por professores do plenário a votação. A proposta do governo foi rejeitada quase por unanimidade, com apenas duas abstenções.
A negativa da coordenadoria de votar um mero encaminhamento para que se tivesse formalmente a posição do encontro de Gravataí, mostra mais uma vez o caráter anti democrático dos encontros e confirma que o projeto veio de cima pra baixo e querem fazer engolir de qualquer jeito. Pode até se falar contra, mas não vai ter votação alguma em qualquer uma das etapas e muito menos estas votações irão ser consideradas na hora e implementar ou não as mudanças.
Ao perceber a grande contrariedade do projeto a coordenadoria tentou mostrar que se trata de pequenas modificações e ao final parecia que é só formalizar o que já esta sendo feito. Na verdade se trata de grandes mudanças que irão mexer com toda a vida nas escolas que passa pela ampliação da carga horária de aulas em 600hs nas que já existem e também modifica o critério para o concurso que será feito por área e não mais por disciplina específica, conforme a faculdade dos professores.
O repúdio geral nas escolas, que se mostrou na conferência de Gravataí, deve se materializar na expansão da discussão na comunidade escolar, repúdio a reestruturação em todos os espaços possíveis e engrossar a participação na assembléia geral convocada pelo CPERS para o dia 18 de novembro no gigantinho. Queremos o pagamento do piso salarial nacional já para professores e funcionários. Não ao decreto que altera os critérios de promoção. Abaixo a meritocracia. Não a forma e conteúdo de modificação do ensino médio proposto pelo governo Tarso e o Secretário José Clóvis.
No dia 09/11 na mesma câmera de vereadores de Gravataí acontece a etapa regional. Mais uma vez vamos dizer não a esta reestruturação que só piora a situação da educação pública do Rio Grande do Sul. Como um pai falou: “devemos dar um não do tamanho do Rio Grande”.
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