terça-feira, 25 de outubro de 2011


 


 PARTIDOS ALIADOS NO GOVERNO DILMA
SE ENFRENTAM EM GRAVATAÍ
Não às eleições indiretas! Eleições Gerais,Já!
No dia 15, sábado, ocorreu a sessão na Camara de vereadores de Gravataí que cassou o mandato da prefeita Rita Sanco e do vice Cristiano, ambos do PT.
O motivo alegado para as cassações foram as dívidas com a CEEE e CORSAN, que após serem renegociadas saltaram de 9 milhões para 120 milhões a serem pagos em 300 parcelas, além da nomeação de um ex-sócio da filha da prefeita para a procuradoria do município.
O PSTU defende o não pagamento dessas dívidas, pois é um absurdo que empresas públicas(CEEE e CORSAN) e um banco público (Banrisul) pratiquem a mais pura agiotagem com o dinheiro dos gravataienses, ao multiplicarem 14 vezes o valor da dívida.
Também defendemos que todas as denúncias devam ser apuradas e os responsáveis devam ir para a cadeia e terem seus bens confiscados.
No entanto, o que está colocado na camara municipal é uma disputa pelo controle do aparato da prefeitura a revelia dos interesses da população e dos trabalhadores de Gravataí. É a antecipação do processo eleitoral de 2012.
O objetivo deste processo é promover a candidatura para prefeito do atual deputado estadual Marco Alba, o mesmo que no corrupto governo de Yeda, que desmontou os serviços públicos e desviou milhões de reais, era secretário e árduo defensor. Quem foi da turma da Yeda e é do partido de Sarney, Renan Calheiros, Padilha não defende os interesses da população.
Marco Alba possuí uma lista enorme de atitudes contra o povo e agora quer posar de bom moço, é a raposa velha com pele de cordeiro.
A RAPOZA NO GALINHEIRO
Mas quem são os algozes do PT?
A turma que cassou o mandato da prefeita tem suas credenciais. Não há escândalo neste país que não se veja políticos do PMDB, do DEM, do PTB, do PP, do PV ou do PSB envolvidos. Estes partidos todos nós conhecemos e sabemos que não possuem moral alguma para serem os defensores da moralidade pública.
Basta lembrar que estes vereadores são os mesmos que pretendiam aumentar em 100% os seus salários e só não aumentaram porque foram impedidos judicialmente.
Por fim, será que eles votariam pela cassação se a prefeita distribuísse mais cargos entre os vereadores?
DO PT DAS LUTAS PARA O PT DA COLABORAÇÃO DE CLASSES
O PT que hoje reclama ter sido vítima de um golpe é o mesmo que deu as costas para os trabalhadores e governou durante 15 anos a cidade a serviço da burguesia e de interesses próprios.
A SOGIL não tem nada a reclamar do PT, lucrou como nunca nestes 15 anos a custa dos usuários do péssimo transporte público, a GM agradece as benfeitorias e as isenções dadas pela prefeitura, obras que a prefeitura fez para a GM e nas vilas não são feitas. A prefeitura que é a quarta em arrecadação no estado não tem nenhum hospital público.
Mas, além de governar para os ricos o PT governa com os ricos. No governo Dilma, o PMDB ocupa a vice-presidência e vários ministérios, o PP, o PSB, o PTB também estão no governo, aliás o PSB e o PTB estão também no governo Tarso.
O escândalo do mensalão mostrou que o PT se adaptara ao velho estilo toma lá, dá cá, de negociatas e corrupção.
O PT de hoje não é mais a expressão da luta e das reivindicações do povo. É o partido da ordem e da política de gabinetes.
POR UM GOVERNO DOS TRABALHADORES
O PSTU defende que os trabalhadores é quem devem decidir sobre os rumos da prefeitura, não somos a favor do Impeachment, mas afirmamos que o principal responsável por isso é o próprio PT.
Somos a favor que os governos sejam depostos pela ação direta das massas, e por isso apoiamos o Fora Collor, o Fora FHC e o Fora Yeda, para citar alguns exemplos, mas o que se passa na camara de vereadores é a mera antecipação das eleições de 2012, sem nenhuma preocupação com os anseios e as necessidades dos trabalhadores.
Não é democrático que 14 vereadores elejam o novo ou a nova prefeita da cidade, defendemos que seja convocada uma nova eleição. Que a população decida, eleições, já!
Os atuais vereadores já demonstraram que o que os move são os interesses próprios, como aumento de salário, verbas da prefeitura e benefícios para os amigos. Essa camara não tem legitimidade para eleger ou cassar ninguém, nem moral para permanecer como vereadores.
O PSTU defende que a prefeitura deva assumir um programa a serviço dos trabalhadores e com os trabalhadores, através dos conselhos populares.

  • NÃO Á ELEIÇÃO INDIRETA PARA A PREFEITURA - ELEIÇÕES GERAIS PARA PREFEITURA E CAMARA DE VEREADORES!
  • NÃO PAGAMENTO DAS DÍVIDAS COM CEEE E CORSAN!
  • PRISÃO E CONFISCO DOS BENS DE TODOS OS CORRUPTOS E CORRUPTORES!
  • MAIS VERBAS PARA SAÚDE, EDUCAÇÃO E HABITAÇÃO!
  • FIM DO MONOPÓLIO DA SOGIL – POR UM TRANSPORTE PÚBLICO MUNICIPAL!
  • FIM DAS ISENÇÕES PARA AS GRANDES EMPRESAS!
  • CRECHES PARA TODAS AS CRIANÇAS!
  • PELA REABERTURA DA ESCOLA SANTA RITA!

sábado, 8 de outubro de 2011

Cortina de fumaça

O governo Tarso jogou nas escolas estaduais sua proposta de alteração para o ensino médio, as alterações estão contidas em um documento com mais de 40 páginas e os educadores devem arrumar algum tempo, entre sua exaustiva jornada de trabalho, para conhecer e tentar assimilar as alterações. Uma vez que serão várias mudanças para iniciar em 2012, são alterações significativas sem a devida discussão que se exige.

Os educadores são surpreendidos mais uma vez com mais um projeto do governo Tarso, o que não surpreende é a falta de tempo hábil para assimilação e preparação, não pode ser sério um projeto educacional sem discussão, tempo e investimentos.

Resumidamente podemos dizer que as mudanças atingirão a dinâmica das aulas e dividirão os estudantes. Pois o que se pretende é que nas escolas, em vez das disciplinas atuais os conteúdos devem ser integrados, divididos conforme as áreas do conhecimento usadas na avaliação do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem: Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Matemática. Assim os professores vão ter que assumir disciplinas que não tem formação, exemplificando: ficará sob a responsabilidade do professor de História a aula de Geografia, Filosofia e Sociologia, uma pergunta: como um professor que trabalha no mínimo 40 horas semanal, vai arrumar tempo para preparar aulas de uma disciplina que não teve a devida formação?

Já os estudantes serão divididos em três blocos: os que buscam uma formação mais geral, os que desejam sair do Ensino Médio com uma profissão e os que desejam acrescentar a essa etapa da vida escolar uma formação técnica sólida, no papel é muito atraente a proposta.

Sem aprofundar muito a análise sobre a proposta do governo Tarso, o que está em jogo aqui é o desvio do verdadeiro debate que o governador não quer encarar: o pagamento do Piso Salarial para os educadores. O Tarso não só foge do debate sobre o piso como ainda não investe o mínimo constitucional previsto para a educação. Assim estas mudanças anunciadas servem como cortina de fumaça para esconder o principal debate que é a valorização dos educadores e os investimentos na escola pública.

O que queremos, antes destas surpresas de fim de ano, é a aplicação imediata do Piso Salarial para professores e funcionários, o investimento de 35% da receita estadual para a educação, e a exigência para que a Dilma destine imediatamente 10% do PIB para a educação pública. O debate sobre projetos do governo precisa de tempo, façamos envolvendo todos os segmentos da escola e a comunidade escolar, e não aos atropelos como estão sendo encaminhados. Encaremos os problemas sem subterfúgios senhor governador, pague o piso ou então a educação para! 

sábado, 24 de setembro de 2011

A VIDA ESTÁ CADA VEZ MAIS DIFÍCIL EM GRAVATAÍ.


  SOGIL E PREFEITURA ATACAM O BOLSO DOS GRAVATAIENSES

No último sábado, dia 17 de setembro, a prefeitura anunciou mais um aumento abusivo de 10,2% nas passagens dos ônibus municipais. Esse é o segundo aumento em nove meses e foi aprovado pela prefeita Rita Sanco às escondidas para pegar os gravataienses desavisados durante o feriadão. Como se não bastasse, logo as tarifas intermunicipais também aumentarão, provavelmente em 5,2%.
O transporte coletivo de Gravataí há tempos vem causando indignação e constantes reclamações por parte da população que utiliza esse serviço.
Gravataí é a cidade da região metropolitana que mais cresceu nos últimos anos, mas o número de ônibus não acompanhou esse crescimento. Afinal, que trabalhador(a) ou estudante não está acostumado a pegar ônibus lotados, esperar um tempão nas paradas, ir em pé e ainda por cima pagando uma das tarifas mais caras da região? Isso ocorre tanto nas linhas municipais como nas intermunicipais.
Não é de hoje que os empresários mandam e desmandam no transporte coletivo da cidade. A concessão e o monopólio entregues a SOGIL desde 1986 apesar do péssimo serviço prestado, é a prova de que os governantes e essa empresa são grandes parceiros e quem paga a conta por essa amizade é o povo. É sempre assim: a SOGIL pede e a prefeitura dá! E a qualidade do transporte fica cada vez pior.
Um exemplo disso foi o Mais Transporte Para Todos ou popularmente conhecido “Mais Transtorno para Todos” implementado no início do ano. A prefeitura disse que iria melhorar, mas quem pega ônibus sabe que se melhorou para alguém, só pode ter sido para os cofres da SOGIL.
O preço da passagem aumentou pela segunda vez em nove meses, mas os salários continuam baixos e só são reajustados uma vez ao ano. Mas mesmo assim continuam dizendo por aí que a vida dos brasileiros nos governos Lula e Dilma tem melhorado muito. Será mesmo verdade? Tem melhorado pra quem? Os banqueiros e grandes empresários (como a SOGIL) realmente estão muito satisfeitos com seus lucros, mas por outro lado os salários dos trabalhadores estão muito defasados.
O aumento da tarifa dos transportes causará um desfalque no orçamento familiar da população. Quem precisa utilizar diariamente uma linha de ônibus municipal passou a pagar à SOGIL R$140,4 /mês e se trabalhar ou estudar em Porto Alegre pagará R$244.4 (comum) ou R$345,8 (executivo). Tudo isso mais alimentação, moradia, contas para pagar... e o salário mínimo é só R$545,00.
O PSTU/Gravataí é contra esse roubo em cima dos trabalhadores e da juventude da cidade. Até quando essa história vai se repetir? É preciso dar um basta nessa situação.
Para mudar de verdade é preciso acabar com o monopólio da SOGIL, retirando sua concessão e municipalizando o transporte coletivo, proporcionando à população tarifas bem mais baratas, passe-livre para estudantes e trabalhadores desempregados e um transporte público de qualidade.
 
 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Tarso, PAGUE O PISO OU A EDUCAÇÃO PARA!


Mérito e meritocracia

JUREMIR MACHADO DA SILVA

Admiro o governador Tarso Genro. Admiro e respeito. Quando a gente admira e respeita alguém, precisa argumentar. Por que mesmo o governador quer implantar a meritocracia para avaliar o magistério estadual? Essa história de que é mérito, não meritocracia, parece para gaúcho dormir no frio. Não há diferença. Ou há? Parte da mídia tem raiva dos professores, especialmente do Cpers, e apoia esse tipo de medida como se fosse a salvação da lavoura. É a parte da mídia que louvou o neoliberalismo, o milagre chileno, o Estado mínimo de Ronald Reagan, o déficit zero da Yeda e tudo que, sendo arcaico ou ilusório, é apresentado pela Veja e pelo Estado de S. Paulo como sendo moderno e fashion. Quero entender o governador. Elegeu-se contra o modelo de Yeda Crusius. Tratou de aprovar um pacote previdenciário que só foi contestado pelos yedistas por simulação e oportunismo.

Tarso Genro ainda não está pagando o piso salarial do magistério que ajudou a criar como ministro da Educação. Será que vai fazer uma chantagem com o magistério? Pagar o piso se o magistério aceitar a meritocracia? Sei que a palavra é forte. Seria uma maneira de aliviar o caixa? Com a meritocracia, cai o atual plano de carreira e terá menos gente no topo para receber certas vantagens? A minha pergunta é simples: por que só o magistério? Por que tem mais gente? Se for assim, a exemplo do novo Código de Processo Penal, acusado de ter sido aprovado para diminuir a população carcerária e os gastos públicos com presídios e presidiários, a meritocracia será apenas uma medida econômica disfarçada de preocupação com alunos e educação. Quero entender. Não consigo. Está bem difícil.

O secretário da Educação sempre foi contra a meritocracia. Vai aplicá-la? O governador Tarso Genro quer ser chamado de Yeda de bigode? Está dizendo que o magistério trabalha pouco? Eu acho essa medida discriminatória. Não se pode cobrar alíquotas previdenciárias diferenciadas de funcionários. Por que se poderia condicionar os rendimentos a critérios diferentes de avaliação? Ou se aplica a todos ou a ninguém. Tenho certeza de que o governador não verá neste texto um ataque ao seu governo, mas uma tentativa de reflexão. Entra governo, sai governo, a tentação é uma só: enquadrar o magistério, barrar aumentos salariais substantivos, cobrar desempenho. Pagamos uma fortuna aos professores? Eles são muito ruins? Tudo vai bem nos demais setores? Por que secretários e deputados não recebem também de acordo com o mérito e o rendimento?

Pense bem, governador. Isso vai dar bolo. O bicho vai pegar. Teremos um novo setembro negro? Vejo os professores em pé de guerra. No plano meritocrático de Canoas tem um elemento bizarro. Valoriza-se a disciplina do professor e a saúde. Quem não adoecer muito, nem contestar demais ganhará pontos. Estou dizendo bobagens? É a minha tradução de alguns critérios. Uma coisa é certa: o magistério não vai aceitar no mole. É guerra. Dá tempo de botar a bola no chão e chutar certo. Ou será que é mesmo avaliação pelo mérito e não reles meritocracia?

JUREMIR MACHADO DA SILVA é jornalista, escritor e professor

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Por uma segunda independência 



ZÉ MARIA
Presidente nacional do PSTU e ex-candidato a Presidência da República
 


• No dia 7 de setembro, dia da independência, há desfiles militares, declarações dos governos e muitas outras cerimônias solenes. Mas o Brasil é verdadeiramente independente? Como falar de uma verdadeira independência se a economia brasileira nunca foi tão dependente? Cerca de 60% das empresas brasileiras estão nas mãos de estrangeiros. As multinacionais controlam os setores de ponta da indústria, como indústria automobilística, alimentos e bebidas, eletroeletrônico, farmacêutico, indústria digital, petroquímica, telecomunicações. Avançaram muito em setores em que antes não existiam ou eram fracas como na construção civil, campo, comércio varejista e bancos. Como falar de independência se metade de tudo o que o país arrecada em impostos e taxas é entregue aos bancos nacionais e estrangeiros? O governo Dilma está entregando neste ano R$ 954 bilhões de reais (49,15% do orçamento federal) aos bancos como pagamento da dívida pública. No orçamento previsto para 2012, já se prevê pagar R$ 1,02 trilhão (47,9%) do orçamento. Para que se tenha uma idéia, o pagamento de todos os salários do funcionalismo corresponde a apenas 9,59% desse orçamento. É como se um trabalhador fosse obrigado a entregar metade de tudo o que ganha todos os meses a um banco. Toda a vida desse trabalhador estaria determinada pelo pagamento dessa dívida. É o que se passa com nosso país. Trabalhamos, mesmo sem saber disso, para enriquecer ainda mais os bancos nacionais e estrangeiros. E são esses bancos que determinam a política econômica do governo. Não é por acaso que o Brasil tem as mais altas taxas de juros de todo o mundo. Como falar de independência se tropas brasileiras ocupam militarmente o Haiti. Essa ocupação foi "pedida" por Bush (quando era presidente dos EUA) a Lula. As tropas não cumprem nenhuma função "humanitária", como é divulgado. Desde que começou a ocupação militar não existem notícias de qualquer melhoria na área de saúde, educação ou de saneamento. Na verdade, os soldados ajudam a sustentar um plano econômico a serviço das fábricas norte-americanas têxteis instaladas nesse país, que pagam R$ 110 por mês de salários. As greves são reprimidas pelas tropas de ocupação, dirigidas por soldados brasileiros. Como dizia Lênin, não pode ser livre um país que oprime outro país. As tropas brasileiras oprimem o povo haitiano a serviço da exploração norte-americana.Não se pode comemorar o 7 de setembro como a "independência do país". O que se deve fazer é chamar os trabalhadores e a juventude a lutar por uma segunda e verdadeira independência, a libertação do país do domínio imperialista.