quinta-feira, 17 de março de 2011

A RECEITA DO TARSO



Em recente artigo, o governador, que após mandar projetos para assembleia, que ajudam e muito os empresários e que criam novos CCs, além de reajustar o salário dos atuais, faz criticas as medidas adotadas, por seus antecessores, para solucionar problemas financeiros, as criticas se referem principalmente à situação deixada e as soluções aplicadas, soluções erradas, pois na sua avaliação, o diagnóstico é outro e requer outra receita.

Segundo o atual governador os antigos moradores do Piratini queriam tratar uma doença terminal com aspirina, se referindo as políticas para enfrentar os problemas financeiros do Estado, ou seja, o diagnóstico correto requer remédios mais eficientes e amargos, sem os quais a paciente, finanças do Estado, não se recupera. Só que quem vai ter que experimentar a medicação são os funcionários públicos, a começar pelos educadores!   

Muita mobilização é a resposta!

Com base nesta avaliação, Tarso apresentou a proposta de 8,5 % de reajuste para o magistério. O objetivo do governo é muito nítido com essa proposta, acompanhar a reação da categoria. O governo fez uma proposta muito rebaixada, muito distante das suas promessas de campanha e agora espera a repercussão de seu insulto entre os trabalhadores em educação. Como um general, em guerra, aguarda a movimentação das tropas para decidir os próximos passos.

Portanto só nos resta, enquanto categoria, mostrar nossa força. Uma reação tímida e diminuída irá resolver o impasse a favor do governo. Devemos sim, após boas discussões, intensificar nossa mobilização, essa é a resposta para forçar o governador a melhorar sua proposta e apresentar como será pago o piso salarial nacional.

O momento é decisivo, não dá mais para esperar, a situação da categoria é de muita penúria, exigimos o cumprimento das promessas de campanha de Tarso. Vamos construir uma forte mobilização, voltar a sacudir este Estado e demonstrar a força do magistério gaúcho.

Dia 08/04 devemos parar as escolas para realizarmos uma assembleia geral condizente com o tamanho da disposição de luta desta categoria!
  
  

quarta-feira, 16 de março de 2011

Contra a farra com o dinheiro público.

Com uma ação popular tentamos impedir o aumento autoconcedido pelos vereadores de Gravataí. No fórum da cidade ingressamos com o que tínhamos: as matérias de jornal, já que não obtive nem da câmara nem da prefeitura os projetos que aumentaram os seus salários.

Matérias do jornal da cidade, que publicaram a decisão dos vereadores na primeira sessão do ano, onde por unanimidade elevaram em 75,8%, passando de R$ 5,7 mil para R$ 10 mil, os seus próprios salários, uma vergonha.

A sentença da magistrada não nos agradou, acredito que a ninguém, a não ser aos vereadores, ela não considerou suficiente, para sua decisão, as matérias do jornal, a partir disso e agora com a lei em mãos, lei 3078 de 9/02/11, com assinatura da prefeita, estamos pedindo que a juíza refaça sua sentença, pois agora estará diante da prova do lesivo fato.

Esperamos honestamente que nosso pleito seja atendido e que esta farra com o dinheiro público não prossiga, os vereadores avançaram o sinal e ultrapassaram os limites mínimos constitucionais, não tem direito de fazer o que fizeram e no mínimo deveriam ser notificados, pois a multa deve vir nas próximas urnas.

A população de Gravataí com certeza não aprova a farra com o dinheiro público, pois escutarão como alegação para falta de vagas em creches, para falta de atendimento médico e de remédios, para falta de saneamento básico e de uma política de construção de moradias, que faltam verbas. Faltou, pois foi parar no bolso dos vereadores, é de dinheiro público que estamos falando e de quem tem que, minimamente, criar leis para bem aplicá-los.

Pelo bem dos recursos públicos, que devem ser destinados com prioridade para tender as demandas da população que são várias e inúmeras, aguardamos com boa expectativa a decisão da magistrada, ou quem sabe uma declaração pública dos vereadores e da prefeitura, que devia ter vetado a lei, assumindo o erro anulando a lei e pedindo desculpas a população.

A maioria dos vereadores tem outras funções e negócios, as demandas do cargo de vereança não impedem que exerçam outras atividades. Temos médicos e empresários que vão as duas sessões por semana e depois seguem suas atividades profissionais. Portanto não dependem dos fantásticos salários de vereadores para sobreviver. Enquanto isso um trabalhador ao final de um mês, com jornada diária de oito horas, terá o salário mínimo de R$ 545 reais.

É a mesma historia de sempre, o trabalhador tendo que viver com as migalhas que caem da mesa dos banquetes dos políticos.  






terça-feira, 15 de março de 2011

Tarso tenta justificar o arrocho salarial.


Após mandar projetos para assembleia, que ajudam e muito os empresários e que criam novos CCs, além de reajustar o salário dos atuais, o governador escreve artigo onde faz criticas as medidas adotadas, por seus antecessores, para solucionar problemas financeiros, as criticas se referem principalmente a situação deixada e as soluções aplicadas, soluções erradas pois o diagnostico é outro, na sua avaliação bem mais preocupante.

Segundo o atual governador os antigos moradores do Piratini queriam tratar uma doença terminal com aspirina, se referindo as políticas para enfrentar os problemas financeiros do Estado, ou seja, o diagnostico correto requer remédios mais eficientes e amargos, sem os quais a paciente, finanças do Estado, não se recupera.   

Portanto o governador afirma que não se trata simplesmente de uma crise, uma gripe, mas sim de uma situação mais profunda, uma pneumonia, e portanto uma medicação mais eficiente e com recuperação a longo prazo. Então tá né?
  
No artigo, Tarso diz que as medidas para a situação de crise “isoladas de um contexto de crescimento”, ou seja, só se justificam se estiverem dentro de um plano de crescimento, assim se pode implantar o “arrocho salarial”, a “contenção radical dos gastos correntes”, note-se que as palavras são escolhidas a dedo, coloca a expressão radical para se referir à contenção, pois a contenção pode não ser radical adotada no seu governo, e também utiliza o termo “isoladas de um contexto..” para não atacar a companheira, pois a Dilma fez contenção radical e quer aprovar um arrocho salarial de dez anos aos funcionários públicos federais, além de preparar os argumentos para os ataques que ele mesmo fará ali na frente.

Depois a critica ao déficit zero, terminou a campanha avisem para ele, na verdade o ataque é para produzir um debate com a direita se apresentando de esquerda, permitindo aos companheiros argumentos para defender seu governo, pois não é crise, é uma situação que o estado atravessa há 30 anos, ou seja, a herança maldita. 

Depois rotula a situação vivida como “ desordem financeira estrutural”, promovida por duas situações, uma de origem federal, com a política da guerra fiscal, esqueceu os oito anos do companheiro? E outra de origem estadual, divida judiciária, os precatórios, o Olívio também contribuiu para isso, por certo! E, para espanto meu, entra ai a dívida com a união - discurso de esquerda-. Ajuda os companheiros na argumentação, mas sobre a divida não é só romper?

O que fazer?

A solução é a sua plataforma de campanha, como remédio para a herança maldita, exemplos: "adotar políticas ortodoxas com ações heterodoxas”. Claro, tudo isso passando pelo CDES, sua ampla base de apoio política e social.

Bem ao que tudo indica Tarso quer pautar as discussões em torno do tamanho da dificuldade que ele enfrentara no seu governo. E pede tempo, tempo para suas políticas começarem a melhorar a desordem financeira estrutural. Portanto preparando os espíritos para o arrocho salarial, claro que "dentro de um contexto de crescimento"... e blá, blá, blá.

Acho que o livro de cabeceira do Tarso é O Príncipe, de Maquiavel, e deve ter pego emprestado com o Lula.


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Tarso o governo das siglas para o funcionalismo e das cifras para os empresários.

Na audiência, reivindicada pelo CPERS desde janeiro, que ocorreu nesta segunda-feira, o governo estadual apresentou uma nova sigla para as futuras conversas com o funcionalismo, agora é o tal de CODIPE- Comitê de Dialogo Permanente. Portanto agora além do CDES- Conselhão- o funcionalismo ganha outra sigla. Enquanto isso já foi encaminhado para assembleia um conjunto de leis  para ajudar o empresariado.

Uma sigla nova para uma tática velha: dividir para reinar. O governo Tarso ao apresentar esta nova proposta, onde governo e funcionários públicos irão ter um fórum permanente de conversa, tenta esvaziar outro fórum, este independente e com autonomia, e que vem se organizando e fazendo ações comuns, o FSP- Fórum dos Servidores Públicos. O momento para o governo apresentar esta proposta também é emblemática, ou seja, as vésperas das discussões do FSP sobre uma campanha salarial conjunta.

Este canto de sereia não vai confundir o funcionalismo, que está intensificando as discussões em torno de uma pauta comum. Neste sentido cabe realçar a posição do CPERS, que fez a opção correta de não participar do conselhão e de continuar apostando na mobilização da categoria, que com independência, continua na luta por valorização profissional e melhores condições de trabalho.

Reafirmar a luta através do FSP.

O governo quer isolar a direção do CPERS, sabe da força do sindicato na condução das discussões no FSP, portanto é decisivo para o governo enfraquecer as organizações independentes do seu governo. A tática é a mesma usada no governo federal, dos últimos oito anos, alinhar os sindicatos e movimentos sociais com seu governo, criando um muro entre as reivindicações dos trabalhadores e as suas responsabilidades enquanto governador.

A crença na força de uma categoria é o pilar para organizar a sua luta. E é isso que o CPERS e o FSP vêm apostando até aqui e com relativo êxito. Portanto é chegada a hora de reforçar a certeza de que só os trabalhadores é que podem organizar sua luta, onde atingir os objetivos ficará associado ao tamanho que o movimento tiver, portanto quanto maior a mobilização, maiores e mais rápidos serão os resultados.

Por uma campanha salarial unitária!

Não dá mais para esperar!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

 Explicações que não explicam nada!

No dia 24/02, a secretaria de educação, de Gravataí, esteve na câmara de vereadores para dar explicações sobre o fechamento de 14 turmas na escola Santa Rita. A desculpa para este desmonte da escola, utilizado agora com mais ênfase pela secretaria, já que tivemos alternância de desculpas, é uma só: o município não é responsável pelo ensino médio.

Utilizando-se de leis, que estabelecem as responsabilidades de cada ente federado, a secretaria anuncia a extinção da escola. Deixando a comunidade, presente na câmara de vereadores, perplexa com tamanha insensibilidade e arrogância.

A escola Santa Rita vai completar 24 anos em 2011, nestas duas décadas ofereceu ensino médio para comunidade da COHAB A e arredores, milhares de alunos tiveram formação do município até agora, mesmo não sendo obrigação. Por que não continuar formando pessoas? Por que não continuar contribuindo para o desenvolvimento intelectual e humano de parte da população da cidade? Essas perguntas a secretaria nunca vai responder, pelo simples fato de só olhar a letra fria da lei.

Este descompromisso da prefeitura com a educação é lamentável, ainda mais quando a presidenta Dilma, do mesmo partido da prefeita, anuncia um dia antes, que a educação será prioridade no seu governo. Será que a companheira maior aprova o fechamento de uma escola? Afinal deixar uma escola aberta, atendendo milhares de alunos, entra ou não como item, na relação que comporá a prioridade? As respostas são óbvias, mas até essas a secretaria tergiversaria.

A comunidade deve voltar às ruas!

Ao que tudo indica só tem uma maneira de fazer a prefeitura voltar atrás e reabrir as turmas fechadas a mobilização, a escola deve convocar novas assembléias, recrutar forças entre aqueles e aquelas que defendem a escola pública e mais diretamente toda comunidade que ficou sem escola. A comunidade já deu mostras que está disposta a lutar pelo seu direito a educação pública.

Novos tempos se desenham mundo a fora, na África a população árabe consegue derrotar ditaduras e nas ruas exigem novas condições de vida e maior participação nas decisões políticas. Este é um exemplo para guiar ação de todos os povos, guiar a ação de quem se sente prejudicado no seu direito: a educação publica.

Voltemos às ruas, exijamos a reabertura das salas fechadas e a manutenção do ensino médio no Santa Rita.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A luta da escola Santa Rita continua!!

Um gesto de grandeza!

A novela envolvendo a escola Santa Rita de Cássia precisa de um desfecho. Um “grand finale”, já que começou muito mal, e que leve em consideração as pretensões de todos os segmentos envolvidos, ou seja, da comunidade escolar da COHAB A.

As vésperas de iniciar o ano letivo a escola esta com 14 turmas fechadas, ou seja, 14 salas ociosas sem nenhuma destinação aparente, simplesmente fechadas, esperando sabe-se lá o quê? Salas de aula que precisam ser reabertas, pois a demanda por escola pública na cidade vem aumentando, e o contrário é o que deve acontecer, ou seja, é preciso construir novas escolas e ampliar as existentes, portanto fechar escolas é um retrocesso é enxergar a educação como uma despesa e não como investimento.

Mas para um desfecho esperado, é preciso que um dos protagonistas volte atrás de suas pretensões iniciais. A prefeitura, neste capítulo da novela, precisa demonstrar grandeza e altivez e reconhecer que é preciso manter as turmas do ensino médio funcionando como estavam até então.

Lembremos um pouquinho o começo da novela. No início do enredo duas situações se cruzavam e se completavam. De um lado, pretensões de usar a tal vinda da escola técnica como propaganda eleitoral e de outro a intenção da prefeitura em se ver livre do ensino médio da escola Santa Rita. Assim as maquiavélicas iniciativas se misturavam, no entanto, tinha um componente que não foi mensurado precisamente, ou seja, a resistência e organização da comunidade, que não aceita o fechamento de sua escola.

Entra em cena um fator muito caro aos postulantes de cargos eletivos, a comunidade e sua reivindicação. A comunidade da COHAB A logo se organiza e realiza atividades, demonstrando sua inconformidade com o andamento de uma história mal contada. Realiza assembléias na escola, lota a câmara de vereadores e faz ato publico na frente da prefeitura. Consegue dar dimensão ao seu problema.

Portanto, com o inicio do ano letivo é chegado o momento do final feliz, que a comunidade escolar espera. Assim, atendendo as pretensões da comunidade, com a reabertura das vagas do ensino médio, a própria prefeitura vai recuperar sua imagem diante da comunidade da COHAB e de toda a cidade.

Um gesto de grandeza prefeita Rita, é só isso que a comunidade escolar e toda a cidade esperam, reabra as turmas fechadas e encontrará parceiros na comunidade para lutar junto ao governo federal por uma escola técnica para Gravataí.