quinta-feira, 10 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Tarso o governo das siglas para o funcionalismo e das cifras para os empresários.
Na audiência, reivindicada pelo CPERS desde janeiro, que ocorreu nesta segunda-feira, o governo estadual apresentou uma nova sigla para as futuras conversas com o funcionalismo, agora é o tal de CODIPE- Comitê de Dialogo Permanente. Portanto agora além do CDES- Conselhão- o funcionalismo ganha outra sigla. Enquanto isso já foi encaminhado para assembleia um conjunto de leis para ajudar o empresariado.
Uma sigla nova para uma tática velha: dividir para reinar. O governo Tarso ao apresentar esta nova proposta, onde governo e funcionários públicos irão ter um fórum permanente de conversa, tenta esvaziar outro fórum, este independente e com autonomia, e que vem se organizando e fazendo ações comuns, o FSP- Fórum dos Servidores Públicos. O momento para o governo apresentar esta proposta também é emblemática, ou seja, as vésperas das discussões do FSP sobre uma campanha salarial conjunta.
Este canto de sereia não vai confundir o funcionalismo, que está intensificando as discussões em torno de uma pauta comum. Neste sentido cabe realçar a posição do CPERS, que fez a opção correta de não participar do conselhão e de continuar apostando na mobilização da categoria, que com independência, continua na luta por valorização profissional e melhores condições de trabalho.
Reafirmar a luta através do FSP.
O governo quer isolar a direção do CPERS, sabe da força do sindicato na condução das discussões no FSP, portanto é decisivo para o governo enfraquecer as organizações independentes do seu governo. A tática é a mesma usada no governo federal, dos últimos oito anos, alinhar os sindicatos e movimentos sociais com seu governo, criando um muro entre as reivindicações dos trabalhadores e as suas responsabilidades enquanto governador.
A crença na força de uma categoria é o pilar para organizar a sua luta. E é isso que o CPERS e o FSP vêm apostando até aqui e com relativo êxito. Portanto é chegada a hora de reforçar a certeza de que só os trabalhadores é que podem organizar sua luta, onde atingir os objetivos ficará associado ao tamanho que o movimento tiver, portanto quanto maior a mobilização, maiores e mais rápidos serão os resultados.
Por uma campanha salarial unitária!
Não dá mais para esperar!
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Explicações que não explicam nada!
No dia 24/02, a secretaria de educação, de Gravataí, esteve na câmara de vereadores para dar explicações sobre o fechamento de 14 turmas na escola Santa Rita. A desculpa para este desmonte da escola, utilizado agora com mais ênfase pela secretaria, já que tivemos alternância de desculpas, é uma só: o município não é responsável pelo ensino médio.
Utilizando-se de leis, que estabelecem as responsabilidades de cada ente federado, a secretaria anuncia a extinção da escola. Deixando a comunidade, presente na câmara de vereadores, perplexa com tamanha insensibilidade e arrogância.
A escola Santa Rita vai completar 24 anos em 2011, nestas duas décadas ofereceu ensino médio para comunidade da COHAB A e arredores, milhares de alunos tiveram formação do município até agora, mesmo não sendo obrigação. Por que não continuar formando pessoas? Por que não continuar contribuindo para o desenvolvimento intelectual e humano de parte da população da cidade? Essas perguntas a secretaria nunca vai responder, pelo simples fato de só olhar a letra fria da lei.
Este descompromisso da prefeitura com a educação é lamentável, ainda mais quando a presidenta Dilma, do mesmo partido da prefeita, anuncia um dia antes, que a educação será prioridade no seu governo. Será que a companheira maior aprova o fechamento de uma escola? Afinal deixar uma escola aberta, atendendo milhares de alunos, entra ou não como item, na relação que comporá a prioridade? As respostas são óbvias, mas até essas a secretaria tergiversaria.
A comunidade deve voltar às ruas!
Ao que tudo indica só tem uma maneira de fazer a prefeitura voltar atrás e reabrir as turmas fechadas a mobilização, a escola deve convocar novas assembléias, recrutar forças entre aqueles e aquelas que defendem a escola pública e mais diretamente toda comunidade que ficou sem escola. A comunidade já deu mostras que está disposta a lutar pelo seu direito a educação pública.
Novos tempos se desenham mundo a fora, na África a população árabe consegue derrotar ditaduras e nas ruas exigem novas condições de vida e maior participação nas decisões políticas. Este é um exemplo para guiar ação de todos os povos, guiar a ação de quem se sente prejudicado no seu direito: a educação publica.
Voltemos às ruas, exijamos a reabertura das salas fechadas e a manutenção do ensino médio no Santa Rita.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
A luta da escola Santa Rita continua!!
Um gesto de grandeza!
A novela envolvendo a escola Santa Rita de Cássia precisa de um desfecho. Um “grand finale”, já que começou muito mal, e que leve em consideração as pretensões de todos os segmentos envolvidos, ou seja, da comunidade escolar da COHAB A.
As vésperas de iniciar o ano letivo a escola esta com 14 turmas fechadas, ou seja, 14 salas ociosas sem nenhuma destinação aparente, simplesmente fechadas, esperando sabe-se lá o quê? Salas de aula que precisam ser reabertas, pois a demanda por escola pública na cidade vem aumentando, e o contrário é o que deve acontecer, ou seja, é preciso construir novas escolas e ampliar as existentes, portanto fechar escolas é um retrocesso é enxergar a educação como uma despesa e não como investimento.
Mas para um desfecho esperado, é preciso que um dos protagonistas volte atrás de suas pretensões iniciais. A prefeitura, neste capítulo da novela, precisa demonstrar grandeza e altivez e reconhecer que é preciso manter as turmas do ensino médio funcionando como estavam até então.
Lembremos um pouquinho o começo da novela. No início do enredo duas situações se cruzavam e se completavam. De um lado, pretensões de usar a tal vinda da escola técnica como propaganda eleitoral e de outro a intenção da prefeitura em se ver livre do ensino médio da escola Santa Rita. Assim as maquiavélicas iniciativas se misturavam, no entanto, tinha um componente que não foi mensurado precisamente, ou seja, a resistência e organização da comunidade, que não aceita o fechamento de sua escola.
Entra em cena um fator muito caro aos postulantes de cargos eletivos, a comunidade e sua reivindicação. A comunidade da COHAB A logo se organiza e realiza atividades, demonstrando sua inconformidade com o andamento de uma história mal contada. Realiza assembléias na escola, lota a câmara de vereadores e faz ato publico na frente da prefeitura. Consegue dar dimensão ao seu problema.
Portanto, com o inicio do ano letivo é chegado o momento do final feliz, que a comunidade escolar espera. Assim, atendendo as pretensões da comunidade, com a reabertura das vagas do ensino médio, a própria prefeitura vai recuperar sua imagem diante da comunidade da COHAB e de toda a cidade.
Um gesto de grandeza prefeita Rita, é só isso que a comunidade escolar e toda a cidade esperam, reabra as turmas fechadas e encontrará parceiros na comunidade para lutar junto ao governo federal por uma escola técnica para Gravataí.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
100 % Vergonha seus vereadores!
Arranjo garante superaumento aos vereadores de Gravataí.
Que vergonha seus vereadores!
Dez mil reais para participar de duas sessões por semana.
O salário mínimo do DIEESE é R$ 2.200
O inacreditável superaumento aprovado na primeira sessão de 2011, por unanimidade, na câmara de vereadores de Gravataí, não chega a 100%, foi “só 75,8%”, mas é igualmente escandaloso. O salário dos vereadores passou de, já inaceitáveis, R$ 5,7 mil para fabulosos R$ 10 mil.
Seguindo a trilha dos políticos de Brasília e dos deputados estaduais, que respectivamente se auto-concederam 62% e 73% de aumento, os vereadores de Gravataí superaram todos os outros políticos ao reajustar os seus salários em 75,8%, com base em uma lei municipal de 2008, que condiciona o salário do vereador a 50% do salário de deputado estadual, um absurdo!
Dez mil reais para participar de duas sessões por semana.
A maioria dos vereadores tem outras funções e negócios, as demandas do cargo de vereança não impedem que exerçam outras atividades. Temos médicos, professores e empresários que vão as duas sessões por semana e depois seguem suas atividades profissionais. Portanto não dependem dos fantásticos salários de vereadores para sobreviver.
Enquanto isso um trabalhador ao final de um mês, com jornada diária de oito horas, terá o salário mínimo de R$ 545 reais, oferecidos pela turma dos 62% de aumento.
É a mesma historia de sempre, o trabalhador tendo que viver com as migalhas que caem da mesa dos banquetes dos políticos. Esta situação explica em parte porque faltam leitos em hospitais e remédios, porque faltam creches, porque as pessoas vivem de aluguel e não tem onde morar, e vai aí um longo etecétera.
Problemas que poderiam ser enfrentados destinando o dinheiro público, para atender as demandas da população do salário mínimo, e não enriquecendo oportunistas que se dizem representantes da população.
O DIEESE com base na constituição, lei maior deste país, que, aliás, os vereadores de Gravataí não respeitam, pois o supersalário rasga a constituição, prevê que o salário mínimo tenha que atender as necessidades básicas de uma família, com alimentação, saúde e educação, e para tanto é necessário um salário mínimo de R$ 2.200.
É, também, por isso que os vereadores de Gravataí têm que viver com salário igual ao de um operário, só assim saberão reconhecer as reais necessidades da população e a partir daí lutar para melhorar a vida do conjunto do município. Com um salário de cinco ou dez mil estes senhores ficarão distantes dos problemas mais sentidos pela população.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
VIVA A LUTA DO POVO EGÍPCIO!
Hosni Mubarak não aguentou a força das gigantescas mobilizações que vinham ocorrendo desde o dia 25 de janeiro no Cairo. Nesta sexta-feira, ele abandonou o poder. O anúncio da renúncia foi feito pelo vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, no início da tarde, que também renunciou. Segundo Suleiman, um conselho militar assumirá no lugar do ex-presidente.
Esta é uma primeira vitória de um povo que foi para as ruas e arrancou com suas próprias mãos a deposição de um ditador que já estava há mais de 30 anos no poder. Hoje é um dia de festa no Egito.
Mas essa luta não acabou. Quem está governando agora é uma Junta Militar na tentativa de garantir no governo figuras que durante todos esses anos estiveram lado a lado com o carrasco do povo egipcio. É preciso impedir que voltem ao poder. É necessário manter a mobilização para garantir a prisão do ditador e seus colaboradores, bem como as plenas liberdades democráticas, com a libertação de todos os presos políticos e o direito de organização política e sindical.
Viva a luta do povo Egipcio!
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