sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

DERROTADO DITADOR PELOS TRABALHADORES!!!!!!!!!

NOTÍCIA DA IMPRENSA:

Após 30 anos no poder, o presidente egípcio, Hosni Mubarak, renunciou ao cargo nesta sexta-feira, depois de 18 dias consecutivos de protestos em todo país pedindo sua saída. O anúncio foi feito pelo vice-presidente, Omar Suleiman, em rápido pronunciamento dna TV estatal. Os poderes presidenciais vão ser assumidos pelo Conselho das Forças Armadas.

Assim que terminou o pronunciamento do vice-presidente, centenas de milhares de manifestantes agitando bandeiras, gritando, rindo e se abraçando celebraram o anúncio. "O povo derrubou o regime", gritava a multidão na praça Tahrir, no centro do Cairo. Lágrimas, gritos e danças tomaram conta do local que se tornou símbolo dos protestos.

Mais cedo, a TV estatal informou que o presidente havia viajado com a família para o resort de Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho, partindo de uma base militar num subúrbio da capital. Informações desencontradas indicavam que Mubarak deixaria o cargo um dia antes, quando chegou a fazer um pronunciamento, mas apenas delegou poderes ao vice.

A multidão que se concentrava na praça Tahrir, epicentro das manifestações dos últimos dias, ficou revoltada com a decisão. Hoje pela manhã, o Exército reuniu-se e anunciou que suspenderia a lei do estado de emergência no país, cedendo a uma exigência-chave dos manifestantes contrários ao governo, mas indicando que queria as pessoas fora das ruas.

Protestos convulsionam o Egito

Desde o último dia 25 de janeiro - data que ganhou um caráter histórico, principalmente na internet, principalmente pelo uso da hashtag #Jan25 no Twitter -, os egípcios protestam pela saída do presidente Hosni Mubarak, que está há 30 anos no poder. No dia 28 as manifestações ganharam uma nova dimensão, fazendo o governo cortar o acesso à rede e declarar toque de recolher. As medidas foram ignoradas pela população, mas Mubarak disse que não sairia. Limitou-se a dizer que buscaria "reformas democráticas" para responder aos anseios da população a partir da formação de um novo governo.

A partir do dia 29, um sábado, a nova administração foi anunciada. A medida, mais uma vez, não surtiu efeito, e os protestos continuaram. O presidente egípcio se reuniu com militares e anunciou o retorno da polícia antimotins. Enquanto isso, a oposição seguiu se organizando. O líder opositor Mohamad ElBaradei garantiu que "a mudança chegará" para o Egito. Na terça, dia 1º de fevereiro, dezenas de milhares de pessoas se reuniram na praça Tahrir para exigir a renúncia de Mubarak. A grandeza dos protestos levou o líder egípcio a anunciar que não participaria das próximas eleições, para delírio da massa reunida no centro do Cairo.

O dia seguinte, 2 de fevereiro, no entanto, foi novamente de caos. Manifestantes pró e contra Mubarak travaram uma batalha campal na praça Tahrir com pedras, paus, facas e barras de ferro. Nos dias subsequentes os conflitos cessaram e, após um período de terror para os jornalistas, uma manifestação que reuniu milhares na praça Tahrir e impasses entre o governo e oposição, a Irmandade Muçulmana começou a dialogar com o governo.

Em meio aos protestos do dia 10 de fevereiro - o 17º seguido desde o início das manifestações -, Mubarak anunciou que faria um pronunciamento à nação. Centenas de milhares rumaram à Praça Tahrir, enquanto corriam boatos de que o presidente poderia anunciar a renúncia ao cargo. À noite e com atraso de mais de uma hora, a TV estatal egípcia transmitiu a frustração: Mubarak anunciava, sem clareza alguma, que 'passava alguns poderes' para seu vice, Omar Suleiman, mas que permanecia no cargo, para a ira de Tahrir.







quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Manifestantes lançam manifesto com exigências e anunciam marcha até o palácio

Ida ao palácio será na sexta-feira. No texto amplamente distribuído hoje na Praça Tahrir, ativistas e afirmam que “aquele que faz uma revolução pela metade cava a sua própria cova”

Luiz Gustavo Porfírio, direto do Cairo

Wael-Ghonim, executivo do Google, libertado hoje no Cairo

• No início da tarde desta terça-feira, 8, a Praça Tahrir está mais cheia do que os outros dias e calculo que 1,5 milhão de pessoas estejam aqui agora. Muitas vieram comemorar a libertação de Wael Ghonim, executivo do Google, preso desde 27 de janeiro. Ele foi preso por incentivar a revolta, a partir da pagina We are all Khaled Said, que homenageia o jovem morto por policiais, símbolo desta revolução. Hoje voltou a escrever no Twitter, pedindo “liberdade”.

A grande e crescente concentração parece colocar em xeque os que apostam no gradual esvaziamento. Aproveitando esse grande público, a coordenação do movimento na Praça Tahrir fez circular um manifesto intitulado “Por que continuamos aqui. Por que não fomos para casa”. O texto apresenta nove motivos para continuar a luta, como a exigência da revisão da Constituição, a saída de Mubarak e a punição dos responsáveis pelas mortes na Praça Tahrir até a criação de um salário mínimo no país. E conclui chamando a continuidade da luta e alertando que não se faz uma “revolução pela metade”. Veja ao final a íntegra do manifesto.

Os manifestantes também discursaram anunciando uma marcha na sexta-feira. Desde domingo, dirigentes do movimento já alertavam para uma surpresa no final desta semana. A confirmação da marcha foi feita oficialmente hoje, através dos equipamentos de som. No entanto, os discursos esclareciam que não se tratava de uma grande marcha, com todos os que estiverem na Praça Tahrir, mas uma “delegação”, com “apenas” 10 mil pessoas.

MANIFESTO

Por que continuamos aqui. Por que não fomos para casa.

1 – A Constituição ainda não foi revisada.

2 – O Parlamento ainda não foi dissolvido.

3 – Os saqueadores, agentes e bandidos que assassinaram nossos irmãos na Praça Tahrir e em outras cidades não foram julgados. Permanecem impunes.

4 – Ainda há muita corrupção e existem muitas autoridades corruptas

5 – O governo ainda é o mesmo. E no governo ainda estão muitos corruptos, como os ministros das Comunicações, TV e Rádio; do Trabalho e Imigração; do Petróleo e o ministro da Relações Externas.

6 – Ainda existem presos políticos nas cadeias.

7 – A Lei de Emergência e o toque de recolher ainda estão em vigor.

8 – Ainda não temos liberdade para criar partidos políticos. E a direção corrupta dos partidos atuais permanece intacta.

9 – Ainda não temos o salário mínimo no país.


Sabemos que nos foi prometido que todas as reivindicações seriam atendidas, e que levariam algum tempo para isso. Mas quem nos vai garantir isso?

A única garantia é ficar aqui e nos mantermos firmes até termos nossas reivindicações atendidas e cumpridas.

Temos de fazer isso. Porque aquele que faz uma revolução pela metade está cavando a sua própria cova.

O regime não aceita ouvir, entender ou negociar.

O regime está brincando conosco.

As nossas exigências estão claras agora.

Manifesto distribuído amplamente na terça, 8 de fevereiro de 2011, na Praça Tahrir

Siga a cobertura no www.twitter.com/diretodoEgito e no blog http://umbrasileironoegito.wordpress.com

domingo, 6 de fevereiro de 2011

REVOLUÇÃO EGÍPCIA
PSTU envia correspondente ao Cairo. Leia e escute o primeiro relato 


Enviado do Opinião Socialista conta como foi parado na estrada por homens armados



Luiz Gustavo Porfírio, do Cairo (Egito)
 


 
Criança em meio aos protestos contra a ditadura no Egito
  
• Luiz Gustavo nasceu em São Paulo. Historiador, formado pela USP, pesquisa a causa palestina e a luta do povo árabe, e viveu no Líbano e outros países da região. Luiz é militante do PSTU e da LIT-QI e está no Egito desde o dia 2, como enviado especial do jornal Opinião Socialista. A cobertura será feita através de textos e conversas por telefone, disponíveis no portal do PSTU e no blog HTTP://umbrasileironoegito.wordpress.com. Além disso, pequenos informes serão enviados pelo twitter, na conta @diretodoEgito.
Acompanhe a cobertura e ajude a divulgar a iniciativa, em seu site, blog, nas redes sociais e para seus conhecidos. Leia abaixo o primeiro relato e a conversa por telefone



"Cheguei na noite desta quarta no aeroporto do Cairo, e havia um grande clima de desolação. Ainda que não houvesse tumulto nem desespero, muitas pessoas estavam ali com a firme resolução de sair do país. As lojas estavam todas fechadas, algumas embaixadas montaram postos de auxílio a seus cidadãos, e os policiais faziam quase nenhum controle sobre a entrada de pessoas.

Não foi possível deixar o aeroporto durante o toque de recolher. Pela manhã, a cidade estava ainda vazia e silenciosa, como nenhuma cidade árabe pode ser. Logo ao se aproximar do centro, vimo-nos em um tráfego suspeito, ao lado de um posto de polícia. Homens com facões e barras de metal passavam por entre os carros e abriam os porta-malas. Perguntaram ostensivamente nossa nacionalidade e nosso passaporte, mas não fizeram muito mais que isso. Terminado o primeiro estranhamento, continuamos por entre uma via de passagens em nível, e em uma delas mais um bloqueio. Dessa vez, os homens portavam revólveres e porretes; um deles tinha uma arma de choque de uso policial. Mais uma vez, não muito longe havia um grupo de policiais que observava tudo tranqüilamente.

Vídeo com a primeira conversa por telefone - http://www.youtube.com/watch?v=oqGv5aD5MXU

Isso não duraria muito tempo, pois logo no começo da tarde chegaram inúmeros relatos de violência contra estrangeiros e jornalistas, seguindo inevitavelmente a vontade do governo, expressa através dos canais estatais de mídia que creditavam a estrangeiros e sionistas o estímulo ao levante popular. Ainda que se trate de uma piada de mau gosto, vindo do regime mais alinhado aos EUA e a Israel da região, teve sim o efeito de inserir mais um bode expiatório para as gangues armadas de apoio a Mubarak.

Nas ruas do centro o dia foi de movimentação do lado das forças pró-governo. Como eu havia presenciado na Palestina com os colonos sionistas na Cisjordânia, as colunas avançavam rápido para se lançar às provocações nos pontos sensíveis. Na praça Tahrir, uma contagem do movimento democrático chegou a 10 mortos, e centenas de feridos. Os relatos de isolamento e cerco incluíram tiros de atiradores de elite no topo dos prédios, suprimentos barrados pela polícia antes de chegar ao hospital de campanha dos manifestantes e muita provocação nos pontos em que o exército dividia os pólos.

A grande expectativa é que esta sexta-feira, com a marcha, traga uma força renovada numérica e qualitativa, no Cairo e nas outras grandes cidades, no sentido de demonstrar que o peso majoritário da sociedade está no lado dos lutadores pelos direitos democráticos e pelo fim de uma ditadura que não tem nenhum receio em levar a sociedade ao caos.


SAIBA MAIS
LIGA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES: FORA MUBARAK! PELO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO EGÍPCIA E ÁRABE



sábado, 29 de janeiro de 2011

Todo apoio aos povos árabes.


Pela vitória completa na Tunísia e Egito. 

O cenário é de corrupção, desvios de dinheiro público, preços altos, salários baixos, desemprego e a continuidade de pessoas no poder por quase três décadas. Não, não é o Brasil! Estas são características que estão fazendo a população dos países árabes, do norte da África e Oriente Médio saírem às ruas e exigirem mudanças.

São décadas vivendo uma falsa democracia, pois os resultados eleitorais são controlados, além disso, os governantes destes países têm apoio de nações européias e dos EUA. Países que defendem as liberdades democráticas, mas aceitam o autoritarismo contra estes povos como condição para a “estabilidade na região”.


Por pão, trabalho e liberdade!

A Revolução do Jasmim como é chamada a revolta, na Tunísia, que depôs o presidente, no poder a mais de 20 anos, inclusive com envolvimento de familiares em corrupção e roubo, inicia nesta região, conhecida como Magreb, levantes populares contra as condições de vida impostas por regimes ditatoriais amparados em potências ocidentais.

Na Tunísia a complacência da França com o governo foi o que permitiu sua permanência no poder por tanto tempo, inclusive após a independência da Tunísia, que era colônia francesa, este é o segundo presidente, e que chegou ao poder após golpe contra seu antecessor.

Agora é o governo egípcio que experimenta uma mobilização popular que exige a saída do presidente, no poder a trinta anos, e que já preparava as condições para seu filho lhe suceder. A diferença no Egito, em relação à Tunísia, é que o presidente ainda encontra apoio nas forças armadas, não se sabe bem até quando, além de ter por trás os EUA que colocam bilhões de dólares no país para ajudar no controle do mundo árabe.

Uma das condições para uma revolução é quando os de baixo não aceitam mais viver na miséria e quando os de cima não conseguem mais sustentar a exploração. O povo árabe está procurando saídas para seus problemas mais imediatos, mas ao que tudo indica vai depositar sua confiança só na substituição dos de cima.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Um conselho: não participar do conselhão!

O sindicato como primeira trincheira

No cenário político que saiu das urnas, não se pode afirmar categoricamente quem é oposição e quem é governo, visto que, na teoria, os partidos avançaram sobre suas fronteiras ideológicas, fruto da crescente defesa de interesses comuns entre as siglas, que representam um setor da sociedade.

Os governos acomodam distintos grupos políticos buscando apoio e diminuindo as resistências na aprovação de projetos. O governo Tarso é exemplar, fez um caleidoscópio político que, em tese, lhe assegurará aprovação de seus projetos na assembléia.

E para diminuir ainda mais as possíveis tensões, está sendo criado um conselho, já chamado de “conselhão”, que em essência servirá para legitimar os projetos que encontrarão dificuldades para concretização, pois ao reunir “diversos setores” busca respaldo social para pressionar o legislativo.

O CPERS já votou que não participará deste engodo, quer dizer conselho, por um motivo muito simples: manter sua independência frente ao governo. O sindicato é o porta-voz de uma categoria e é organizado a partir das reivindicações desta. Organiza a luta por melhores condições de trabalho e salários e na defesa de direitos conquistados. E para que esta luta seja cada vez mais eficaz é preciso ter a definição correta da entidade e sua posição na trincheira, pois as conquistas só virão com muita pressão. Participar de um conselho com o governo diminui sua capacidade de mobilização e engessa suas críticas. Pois legitimaria decisões que depois não poderia combater, porque ajudou a construir.

Não se pode confundir diálogo e negociação com o governo com a participação em um fórum que deliberará posições de consenso. A discussão se estabelece na mediação para solucionar impasses, longe disso o governo é patrão, e o sindicato é a primeira trincheira na defesa dos trabalhadores nesta relação desigual do mundo do trabalho, portanto participar do conselhão seria legitimar e fortalecer ainda mais os interesses do governo.

O que o governo Tarso pretende é tentar alinhar os diversos atores sociais com sua plataforma de governo, quer governar sem muitos questionamentos, quer um mandato com partidos alinhados e setores dos movimentos sociais domesticados.

Neste sentido o fortalecimento do sindicato como trincheira é imprescindível para avançar na valorização profissional e na defesa de uma escola pública de qualidade.



segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Fechando para balanço... temporariamente.

Boas festas e boas lutas em 2011!

É preciso sonhar, mas com a condição de acreditar no nosso sonho, de observar com atenção a vida real, de confrontar a observação com nosso sonho, de realizar escrupulosamente nossas fantasias. Sonhos acreditem neles. (Lênin)

Excelente novo ano e que a alegria seja uma constante nas suas buscas! Lembrando que os problemas que não tem solução, já estão resolvidos! Os demais devem ser encarados como desafios que dão sabor à vida! Um 2011 cheio de realizações do lado dos seus e de quem é especial pra você! Fiquem bem, fraterno abraço!