segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Pesquisa de Opinião em Gravataí.

Saiu pesquisa em Gravataí avaliando a administração da atual prefeita, Rita Sanco, do Lula e da Yeda, o resultado destes últimos não surpreende, ou seja, Lula ficou bem na pesquisa e a Yeda bem mal né!?

A boa avaliação do Lula é  resultado da combinação de alguns fatores, os principais são: os efeitos de um crescimento econômico mundial, aumento das políticas compensatórias e o atrelamento das organizações da classe trabalhadora, assim Lula não enfrentou os efeitos fortes da crise econômica, aumentou a dependência da população pobre com seu governo e teve CUT, MST e outras organizações impedindo o questionamento de sua administração, além de fazer a festa dos banqueiros, acenando para burguesia que não precisava se preocupar.

Três palavrinhas sobre a Yeda: já vai tarde!

Mas o que realmente impressiona na pesquisa, feita com trezentas pessoas, é que faltaram duas perguntas essenciais; uma sobre qual é a opinião das pessoas sobre o fechamento de uma escola - em questão a escola Santa Rita.

A outra pergunta deveria ser sobre habitação, a prefeitura não se preocupa com esta urgente demanda, a população de Gravataí cresce e não existe um planejamento consistente sobre a habitação na cidade, como não tem onde morar, as pessoas têm que se sujeitar a aluguéis caros, soma-se a isso a forte especulação imobiliária, pois a  cidade tem potencial econômico e  atrai cada vez mais trabalhador de outras cidades.

Se a pesquisa fosse feita a luz destas duas situações, fechar escola e falta de casas, provavelmente alteraria o percentual que Rita obteve na pesquisa, a saber, péssimo/ruim 31,2% e bom/ruim 32% sendo que regular foi de 36,8%, ou seja, desta vez, ficou em recuperação.

Estas demandas devem fazer parte das políticas da atual prefeita, pois ao fechar uma escola terá no seu currículo uma nota vermelha que fará parte do seu histórico, que ainda pode recuperar, só depende do seu esforço.

Sobre habitação temos que organizar na cidade a “minha casa, minha luta”, para além de exigir políticas de construção de moradias populares, a luta deve forçar desapropriações de imóveis vazios e medidas contra a especulação imobiliária e em defesa da reforma urbana popular.

Eu nunca tive a sorte de ser interrogado nestas pesquisas de opinião, se valer de alguma coisa, estou me candidatando. 

sábado, 13 de novembro de 2010

Parabéns Fabiana e Sassá!

A partida de vôlei feminino de sábado foi espetacular, foi à partida da superação, as atletas brasileiras deram mostra de um imenso talento, a participação de todas foi fundamental para a vitória, mesmo daquelas que estavam no banco, mas tem duas que se destacaram uma delas a Fabiana, que chamou para si a responsabilidade, pedindo
para a levantadora que a bola fosse para ela, a outra foi a Sassá que entrou no decorrer do jogo, e foi decisiva para dar tranqüilidade para a equipe vencer.
Duas atletas negras, que tiveram oportunidades e estão demonstrando toda sua capacidade e talento. Quantas mais “Fabianas e Sassás” podiam estar também emprestando seus talentos para fortalecer o esporte no Brasil?


Estamos no mês da consciência negra, onde precisamos lembrar que desde o fim da escravidão os negros não tiveram ainda sua recompensa nem indenização, pelo que fizeram por este país nas condições que lhes foram impostas. Foram arrancados de sua terra, trazidos como animais em navios “tumbeiros” e tiveram uma árdua luta pela sua sobrevivência na condição de escravos. Foram trezentos anos de lutas pelo fim da escravidão que ainda não teve o devido reparo.

A luta contra o racismo fortalece a luta dos trabalhadores.

O país deve muito para os negros e negras, que ainda sofrem porque não tiveram as mesmas condições de outras etnias que aqui chegaram. Os europeus receberam terras cidadania e algum subsídio para se estabelecer, já o povo negro foi jogado na rua, após o fim da escravidão, e nem freqüentar escola lhe era permitido.

A falta de condições mínimas após a escravidão, nem terra nem formação, é o que faz com que ainda hoje, após mais de 200 anos, do fim das atrocidades da escravidão, tenhamos um percentual maior de exclusão social composto pela população negra.

A população negra, segundo último censo já ultrapassa a metade da população deste país, e também é a que mais mora mal, quando tem alguma coisa que possa se chamar de casa, que recebe os piores salários e é a maioria da população que esta fora da educação básica e universidades, porque tem que ajudar no sustento da casa desde cedo e depois não tem condições de disputar as vagas nas universidades públicas.

No mês da consciência negra a luta contra o racismo se faz mais presente, precisamos pensar como reparar todo sofrimento e contribuição do povo negro neste país, adotar políticas de inclusão social é fundamental neste sentido, para formação do indivíduo  em toda sua plenitude, mas é uma luta que permanece, deve ser constante e diária  enquanto não derrotarmos o sistema que vive e se nutre da exclusão social e da divisão de nossa classe, o capitalismo.








terça-feira, 9 de novembro de 2010

O "X" do Tarso!

Nas escolas, os colegas estão muito apreensivos, pois ainda não foi anunciado o futuro titular da educação. Todas as reações decorrentes desta indefinição vão de torcer o nariz até coçar a cabeça, e as afirmações evidenciam muita preocupação com a demora.

O governo Tarso já foi quase todo escolhido, faltam poucos nomes. Apesar do aumento de secretarias, o futuro governador já apresentou inclusive o cara que vai ficar com a chave do cofre, o próximo secretario da fazenda será Arno Augustin, que foi secretario do Lula no tesouro nacional. A imprensa o chama de mão de ferro, mas ferro pode ser fundido.

O problema mesmo é alguém para assumir a educação, pois a tarefa que estará colocada será fazer os trabalhadores em educação continuarem aceitando as péssimas condições de trabalho e seus miseráveis salários, caso contrário, já  se teria um nome, os partidos iriam disputar a indicação, nomes seriam lançados para especulação, mas nada disso ocorre, só se escuta o silêncio...

A indefinição de Tarso, na educação, é decorrência de tentar sustentar uma imagem de esquerda, mas ter políticas de direita, para Yeda era fácil, assumidamente neoliberal, tentou aplicar a fundo seus conceitos, já Tarso terá iniciativas políticas muito próximas, foi assim durante sua passagem no governo Lula e sua composição de governo já aponta isso.

Para resolver o X da questão, Tarso precisa de alguém que reconhecidamente conheça os problemas da educação e que desperte alguma ilusão nos trabalhadores em educação, e que saiba dizer que é preciso de tempo para resolver os problemas seculares da educação. Alguém que conheça a solução e que se faça ouvir, dizendo que o caminho é mais comprido do que se pensa ,e também, tente convencer os educadores, que o menor caminho entre dois pontos não é uma reta.

domingo, 7 de novembro de 2010

u É NEM eu sabia!? Afirma o MEC

Erro no Enem deste ano é reconhecido pelo MEC, que afirmou que só ficou sabendo do erro quando abriu a prova, parece piada, mas não é. Ano passado, na véspera, o Enem foi adiado, pois a prova tinha vazado, desta vez parece que ninguém tinha conhecimento do conteúdo nem o MEC, ao menos é o que tudo indica, ou é o que nos querem fazer acreditar.

Neste ano no caderno de prova, os estudantes tinham de responder, em primeiro lugar, as questões de ciências humanas, cujas questões vinham numeradas de 1 a 45. Depois, vinham as perguntas de ciências da natureza, entre os números 46 e 90. Porém, a ordem estava invertida no cabeçalho do cartão-resposta, o que causou confusão entre os estudantes. O MEC criou um requerimento na internet para os estudantes pedirem a correção invertida. Mas o ministério também não sabia dizer a partir de quando essa possibilidade de correção estará disponível na internet.

O Enem- esta prova única que mede o conhecimento e que desconsidera o processo de ensino- soma-se ao conjunto de medidas que só atendem a lógica do mercado, pois quem teve o melhor ensino, quem conseguiu pagar por cursinhos preparatórios terão as melhores condições de ingressar nas universidades, muito parecido com o vestibular.

Vejamos as surpresas, que o dia de hoje reserva, para os quase 3,5 milhões que podem fazer a segunda etapa da prova, pois o MEC quem organiza já disse que não sabe.

Que nota o MEC merece?

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sob Nova Direção

Sou diretor do 22° do CPERS, e ontem nós realizamos uma reunião que apresentou novos integrantes na direção do núcelo, o texto abaixo é de boas vindas a nova equipe!

Informo com satisfação que a direção do 22° núcleo recebeu reforço de novos (as) colegas.

Reformulamos e reforçamos nossa equipe de direção, com colegas de Alvorada e Cachoeirinha que vem contribuir com nossa organização e ajudar na nossa luta por uma escola pública de qualidade que tanto perseguimos.

Teremos muito que fazer na conjuntura que está se desenhando, portanto estamos fortalecendo nossa equipe de direção para os próximos desafios que estarão colocados.

Também queremos agradecer os colegas que deixam a direção do núcleo, sua contribuição foi muito importante para conduzirmos as lutas do recente período, sabemos que continuarão contribuindo, pois são pessoas valorosas que não se omitem na defesa d a escola pública de qualidade.

O 22° núcleo participou ativamente da campanha do Fora Yeda, desde o início nos jogamos a construir mobilizações que chamassem a atenção da sociedade para o descaso e desmonte da escola pública por parte do governo que sai derrotado, nas ruas e nas urnas.

Realizamos em Gravataí um ato histórico, onde colocamos nas ruas da cidade mais de doze escolas e perto de mil pessoas, sem dúvida o maior legado que construímos enquanto direção, além de nos fazermos presentes, sempre em bom número, nas mobilizações decididas pela direção central do sindicato, na campanha do Fora Yeda.


Portanto a nova composição de direção do núcleo deve, como principal tarefa, dar continuidade a este bom desempenho do 22° núcleo.

E aproveito para chamar a atenção da importância de nossa organização e do controle de sua direção, pois a direção central apostou, com nosso apoio, desde o início na mobilização direta, ou seja, não abriu mão de tentar dialogar, mas sabíamos que só seriamos ouvidos se fossemos para as ruas disputar as consciências, inclusive de colegas que nos diziam que nada mais podia ser feito, que nosso plano de carreira seria extinto por Yeda.

A realidade esta aí para dizer quem estava certo!

Mas a guerra só começou, vencemos a primeira batalha, há muito que fazer, por isso chegam em boa hora os colegas que se somam a direção do 22° núcleo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Quem vai querer comprar bananas?

Quem quer a secretaria da educação?

Existem noticias que falam bem mais do que a matéria expressou, refiro-me ao que li em um jornal que trazia uma preocupação do governo Tarso, sobre uma área chave para o desenvolvimento do estado: a educação, e quem pode ser o nome da pasta?

A matéria abordou a dificuldade do futuro governo em escolher quem vai ficar com esta secretaria. Salientando os números que dispõem e as demandas já existentes.

A sociedade está exigindo melhorias na educação e os governos não respondem a altura o compromisso com as futuras gerações, deixando a excelência da educação a quem puder pagar.
A dificuldade em escolher alguém para assumir a tarefa se explica facilmente e aí reside o que a matéria trouxe para além das linhas escritas. Pois seria fácil escolher alguém se o compromisso fosse valorizar os educadores, colocar pesados recursos na área, implementar a formação continuada e fazer valer de fato os atuais planos de carreira, dos professores e dos funcionários.

Seria fácil escolher alguém se os planos de Tarso fossem pagar o piso salarial no básico do magistério, no entanto ao que tudo indica não é isso que veremos.

O Tarso vai tentar instituir um projeto que já foi derrotado aqui no estado e que onde foi gestado e aplicado não atingiu os objetivos e atualmente recebe criticas da própria formuladora. A tal da meritocracia, que foi derrotada, pois a Yeda não conseguiu aplicar e não deu certo nos EUA, sendo que a responsável pelo plano hoje é a mais feroz critica do projeto.

Portanto um plano que não encontra espaço, porque é atrasado e tem inúmeros problemas que a sociedade precisa conhecer com propriedade.

Afinal, lembremos que foi o próprio Tarso, quando ministro da educação que criou o PDE, um plano nacional que orienta a educação em todos os municípios e estados, onde a valorização por desempenho é o norte do plano.

E é por isso que está difícil arranjar alguém, porque estará colocado novamente este debate em torno da premiação para quem atingir as metas que o governo estipular, e este alguém terá pela frente uma missão espinhosa, vai ter que enfrentar uma categoria que já deu mostras do que é capaz para defender suas conquistas, quem não lembra é só perguntar para Yeda e no caso, também, para a Mariza Abreu.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Como será o governo Dilma?


O cenário político que se desenha não será bom para os trabalhadores, o quadro que se esboça é preocupante.
De um lado teremos, com a Dilma, a continuação de um governo que não reduziu o ritmo de trabalho e não aumentou o salário mínimo, na proporção necessária, além de manter o fator previdenciário que castiga o trabalhador no momento da aposentadoria.
Soma-se a isso a incorporação mais efetiva no governo, de setores da grande burguesia que sempre estiveram no poder, como o PMDB, que vão querer uma fatia grande do governo, além de influenciar nas decisões políticas.
Os contornos do cenário ficam a cargo da maioria que se consolidou nas duas casas legislativas, pois tanto no congresso como senado o governo terá folga para aprovar suas propostas.
Completa o quadro o desserviço das organizações construídas pelos trabalhadores, que estarão defendo o futuro governo como fizeram até agora, assim CUT, Força Sindical, MST e outros setores, que dirigem um setor importante da classe trabalhadora, serão cúmplices das reformas que virão.
Este é um cenário que se costuma dizer como: “O quadro da dor com a moldura da desgraça.”
O que nos resta é confiarmos nas próprias forças e intensificarmos a construção de organizações independentes dos governos e patrões, pois estará colocada já no primeiro ano de governo Dilma a reforma da previdência, um primeiro embate que vai exigir muita organização e disposição para luta.