segunda-feira, 9 de agosto de 2010

MULHER LUTADORA E SOCIALISTA, É VERA GUASSO!

Vera Guasso mantém a quarta colocação e já conta com 16% da intenção de voto em PoA.

A candidata do PSTU ao senado manteve a quarta posição na disputa com 5% e já conta 16% da intenção de votos na Capital gaúcha, segundo a pesquisa IBOPE divulgada recentemente. Sua posição nas pesquisas representa o reconhecimento de parte da população a sua trajetória de luta em defesa dos trabalhadores.

Vera Guasso tem 47 anos, é natural de Santiago (RS). Filha de pequenos agricultores, com 13 anos se mudou para Porto Alegre para estudar. Começou sua militância política no movimento estudantil e depois seguiu na atuação sindical. Participou do movimento Diretas Já e fez parte da coordenação estadual do movimento Fora Collor.
Vera se filiou pela primeira no PT em meados de 1980. Por divergências políticas e ideológicas, deixou o partido e aderiu à Frente Revolucionária, formada por várias correntes do PT e de outros partidos, dando origem, no início da década de 1990, ao PSTU. Trabalha no Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) desde os anos 1980. Está licenciada do Serpro desde julho para concorrer ao Senado pelo PSTU neste ano. Antes já tinha disputado o Senado na eleição de 2006 representando a coligação Frente de Esquerda (PSTU-PSOL-PCB) liderada por Heloisa Helena para Presidente da República.

Nesta eleição serão dois votos para o Senado. As candidaturas de Rigotto (PMDB) e Ana Amélia (PP) representam os setores mais conservadores de nosso Estado. Votar em Vera Guasso é fortalecer uma alternativa de esquerda, socialista e dos trabalhadores para defender a soberania nacional, lutar contra o fator previdenciário, em defesa da aposentadoria, pela reestatização das empresas privatizadas por FHC e contra as privatizações que estão em andamento no governo Lula como a dos Correios. Fortaleça essa idéia, vote em Vera Guasso para senadora. Essa você conhece e pode confiar!

O CONTROLE DAS ELEIÇÕES E A OBRIGAÇÃO DO VOTO


A Constituição Federal prevê no artigo 14 que é um dever votar. E só é facultativo o voto para analfabetos, maiores de 70 anos e jovens entre 16 e 18 anos. Assim votar é um ato compulsório, portanto 135 milhões de eleitores brasileiros estão obrigados a escolher seus representantes nas próximas eleições.

O principal argumento para manter a obrigatoriedade do voto, reside no fato do risco de “deformação da representatividade”. Portanto, para diminuir o controle sobre determinados eleitores, no chamado “curral eleitoral” e para que não seja eleito ninguém sem escrúpulos, resta saber se corruptos entra nesta denominação, há uma imposição do voto para corrigir esses desvios.

Acredito que a discussão não deve se limitar ao fato do voto ser compulsório ou não e sim de quem controla o processo eleitoral, apesar de defender que o voto deva ser facultativo. Que democracia é essa que impõem algo?

A discussão deve partir deste patamar, pois o controle do processo eleitoral está nas mãos da burguesia e das instituições criadas para legitimar esta ordem. Uma pequena análise nos permite entender um pouco estes mecanismos. Começando pelo tempo de exposição dos programas na TV, pois apesar dos candidatos da burguesia defenderem o mesmo programa, ou seja, os partidos tradicionais que já tem deputados eleitos, dividem a maioria do tempo, enquanto para partidos que apresentam um programa construído a partir da necessidade da classe trabalhadora, que não privilegiam as eleições como alternativa para as mudanças necessárias, sobram alguns segundos.

Além do mais o coeficiente eleitoral, que é um cálculo que leva em conta número de eleitores e a divisão das cadeiras nos parlamentos distorce a vontade das urnas. Nós do PSTU tivemos uma votação, no camarada Julio Flores, que passou de seis mil votos, para vereança de Porto Alegre, só que não tínhamos coeficiente eleitoral e assim assumiu outro candidato com menos de quatro mil votos.

E o que é mais constrangedor neste processo é o fato de não nos convidarem para os debates, qual é o medo da burguesia? Porque não convidam o PSTU para os debates? Talvez para que a população não conheça nossas idéias e que alternativas que defendam os interesses dos trabalhadores não sejam viáveis eleitoralmente.

Portanto, a obrigatoriedade do voto não garante que se reverta a “deformação da representatividade”, o processo eleitoral como é hoje mantém esta anomalia. Pois como se explica o fato do Collor e do Sarney, envolvidos em vários esquemas de corrupção, para ficar em dois, estejam eleitos. A obrigatoriedade do voto não impediu nestes casos que funcionasse o “curral eleitoral” e não impede a eleição de renomados corruptos da vida política deste país.


As mudanças passam por outra concepção de sociedade e de representação, o sistema capitalista se mantém através das eleições e quando esta manutenção estiver ameaçada, adotará outras formas de controle social, ditaduras militares e o fascismo por exemplo. Portanto nossa defesa é a construção de outra sociedade, a socialista com uma participação mais efetiva das sociedade, em que os eleitos possam ser revogados a qualquer momento, que o salário dos representantes seja o mesmo de um trabalhador e que a participação no processo eleitoral não seja uma profissão como é hoje em dia.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

DEBATE DA BAND EXCLUI ZÉ MARIA

Debate exclui Zé Maria, 4º lugar da pesquisa CNT/Sensus. Twittaço pela democracia foi um sucesso!

O primeiro debate presidencial da TV, hoje à noite na Band, exclui o 4º candidato melhor posicionado na pesquisa de intenção de votos, mais recente divulgada na imprensa, Zé Maria do PSTU. A pesquisa, realizada pelo Sensus e divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes garante a Zé Maria 1,9% das intenções de voto.

Segundo a pesquisa, Dilma Roussef está em primeiro lugar com 41,6% dos votos, seguida por José Serra, com 31,6%. Marina Silva aparece com 8,5%. Zé Maria vem em quarto lugar, seguido por Plínio Sampaio, do PSOL, com 1,7%, Eymael com 0,5% e Ivan Pinheiro, Rui Costa Pimenta e Levy Fidelix, todos com 01,%.

Na pesquisa espontânea, em que não são apresentadas aos eleitores todas as alternativas, Zé Maria aparece com 3% das intenções de votos, ficando 2% atrás de Marina Silva (PV). Um índice bastante representativo para uma candidatura que não conta com financiamento de empresas ou bancos e que ainda enfrenta o bloqueia da grande mídia.

Pela democracia na campanha eleitoral

É justamente contra a falta de democracia na cobertura da campanha eleitoral que militantes, ativistas, simpatizantes e pessoas que simplesmente defendem a democracia estão fazendo uma campanha via Internet para que Zé Maria participe dos debates convocados pelas emissoras de TV.

Ocorreu nesse dia 5, dia do debate da Band, o twittaço em defesa do direito à informação. A campanha #zemarianodebate foi um sucesso e ficou registrada na 4° posição das tag mais utilizadas no Twitter em todo Brasil. A campanha pretende pressionar as emissoras a chamarem o candidato do PSTU aos debates, garantindo o direito das pessoas de conhecerem todos os candidatos e propostas nessas eleições. A campanha vem tendo apoio não só de simpatizantes da candidatura de Zé Maria, como também de apoiares de Plínio Sampaio e até mesmo de Dilma.

A luta continua. Sigam o nosso candidato a Presidente da República no twitter, @zemaria_pstu, e continuem a utlizar a tag #zemarianodebate.

ATIVIDADE DA CAMPANHA- PSTU 1616

Começamos atividades da campanha na educação pela PADRE NUNES

 
Esta semana começamos a visitar as escolas da região. Começamos pela que leciono a escola estadual Padre Nunes. E realizamos com os estudantes, na porta da escola mesmo, uma discussão sobre a importância de apoiar os candidatos que lutaram contra a Yeda, um governo autenticamente burguês e que atendeu única e exclusivamente os interesses dos ricos e dos patrões.




 Que além de não investir o que manda a constituição do estado, retirou investimentos da educação para depois propagandear “o déficit zero”. Fica fácil não ter despesas maiores que a receita retirando recursos da educação, medida que era parte do acordo com o Banco Mundial.  Portanto apoiar candidatos que denunciaram este governo é defender lutadores, é apostar em trabalhadores da educação que tem compromisso com a escola pública de qualidade. Que reivindicam melhores condições de salários e trabalho e um financiamento da educação a altura, para atender com excelência os estudantes que dependem das escolas estaduais.






















O apoio que recebemos na escola Padre Nunes reforçam esta tarefa que temos pela frente, muito obrigado!


Visitamos ainda as escolas Adelaide Lima Linck, José Maurício e CIEP- Morada do vale I




terça-feira, 3 de agosto de 2010

Fora as tropas de ocupação, EUA NO IRAQUE e LULA NO HAITI.


No final do mês os EUA prometem retirar suas tropas do Iraque, no entanto ainda permanecerão 50 mil soldados norte-americanos no Iraque para treinarem as forças de repressão iraquianas contra o terrorismo. Só que a bem da verdade, de acordo com os números das vítimas civis iraquianas e o que aconteceu na prisão de Abu Ghraib, o terrorismo foi praticado, de fato, pelas tropas de ocupação que dizem ir embora.

Sete anos de massacres de uma população refém de forças imperialistas comandadas pelos EUA, que tinham um único objetivo, controlar as reservas de petróleo iraquianas. Pois como apontou o próprio relatório da CIA, não foram encontradas armas de destruição em massa, que seria o pretexto para invadir o país.

Milhões de dólares foram gastos em uma invasão que matou, mutilou e transformou em ruínas um país. Temos acordo que Sadam era um ditador e que não devia permanecer no poder, no entanto deveriam ser os trabalhadores iraquianos e a população do país que deviam acabar com o autoritarismo de Sadam.

As tropas imperialistas não deveriam ter invadido o Iraque, não existe pretexto que justifique tamanha agressão. Devemos defender os trabalhadores iraquianos, pois a classe trabalhadora é internacional.

Assim como defendemos que Lula retire as tropas brasileiras do Haiti, são seis anos de ocupação militar que não se sustenta e que infelizmente uma catástrofe fez com que essa situação se tronasse mais visível. O terremoto acabou denunciando que as tropas não estão lá para prestar ajuda humanitária, é um argumento que se assemelha ao utilizado para invadir o Iraque, pois o país se encontra em ruínas e com a população ainda vivendo em barracas e péssimas habitações, recebendo o pior salário das Américas e com condições de trabalho e jornadas degradantes.

O que as tropas, na verdade, estão fazendo no Haiti é garantir o lucro das grandes empresas têxteis norte-americanas, é por essas e por outras razões, que Lula foi considerado “o cara” por Obama, pois garante com tropas brasileiras os lucros do imperialismo em um país pobre. O Haiti precisa é de um exército de médicos e  que os recursos públicos destinados a ocupação sejam revertidos em alimentos e água.

Por essas razões nós do PSTU defendemos a retirada imediata de todas as tropas do Haiti, e a saída das tropas de ocupação de outros países, como é o caso do Afeganistão.

Devemos exigir de Lula e dos candidatos a retirada das tropas brasileiras do Haiti.

Pela soberania e autonomia dos povos.

A classe operária é internacional!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Os marqueteiros e a campanha eleitoral.


Na campanha eleitoral os políticos e os grandes partidos tradicionais, fazem pesquisas encomendadas pelos marqueteiros, um pessoal contratado a peso de ouro, ou seja, profissionais que fazem com que um produto seja aceito e comprado por um público alvo.

Eram os marqueteiros que faziam as propagandas de cigarros, onde associavam a um determinado cigarro uma conquista no esporte ou algum benefício, uma propaganda que ficou célebre foi “levar vantagem em tudo”, quem fumasse determinado cigarro recebia vantagem. Nunca se soube sobre o quê mesmo!

Assim as indústrias tabagistas induziram muitas pessoas a começar a fumar, a adquirir um hábito que prejudica a saúde, causando inúmeras doenças, sendo a mais grave o câncer. Dessa forma as indústrias do cigarro fazem fortunas à custa da dependência química e psicológica dos fumantes.

São esses profissionais, os marqueteiros, que agora ditam o que um candidato deve falar, o que deve usar, como o candidato deve se apresentar e onde o candidato deve estar. Os marqueteiros e suas pesquisas tentarão induzir os eleitores a votar em determinado candidato. Igual ao cigarro os candidatos estarão associados a alguma idéia central, que em geral é algo que faz pensar que este pode ser comprado, ou no caso apoiado.

Nas eleições o que define um candidato é o programa que ele defende e quem financia este candidato. Depois identificar a serviço do que estará subordinada sua candidatura e que políticas defenderá na campanha.

O programa é decisivo, pois estabelece as diretrizes das reivindicações da classe social que pertence à candidatura. Assim candidaturas da burguesia defenderão a continuidade da sociedade capitalista, da exploração sobre os trabalhadores, do controle da riqueza e da acumulação dela. Só que isso não será dito, por isso as candidaturas da burguesia, que estão representadas pelos grandes partidos, usarão os marqueteiros que atuarão e desempenharão um papel central. É igual ao cigarro, as pessoas pensariam duas vezes antes de começar a fumar se soubessem os riscos do cigarro.

O financiamento é outro ponto central nesta avaliação, uma candidatura financiada por empresas e empresários não tem independência política, pois além de não denunciar a exploração a que são submetidos os trabalhadores, uma vez eleito terá que pagar a conta, aprovando leis que beneficiem as empresas e os empresários. As indústrias de cigarros financiam candidatos e os grandes partidos tradicionais.

Para finalizar é importante reconhecer a serviço de quem mesmo estará à candidatura, que classe social terá seus interesses defendidos durante a campanha. Não podemos apoiar candidatos que são preparados por marqueteiros e só dizem aquilo que na maioria das vezes induzem a uma escolha errada.

Participe das eleições, apóiem candidaturas que defendam única e exclusivamente os interesse da nossa classe trabalhadora e o socialismo.

Fim dos trabalhos do VII Congresso do CPERS

Na noite de domingo, encerrou-se os trabalhos do VII Congresso do CPERS, foram três dias de intensos debates, onde o centro era preparar nossa entidade e a categoria para os próximos desafios que já estão colocados.
Os debates no congresso ocorreram em torno das resoluções apresentadas pelos delegados e delegadas, que após a defesa de suas idéias nos grupos podia ser levada ao plenário de acordo com a decisão do grupo.
Entre as resoluções aprovadas, que nós da Democracia e Luta também defendemos, destaco duas, a primeira é sobre a gestão do sindicato diante de um governo truculento e arrogante como é o da Yeda, que só a mobilização forte podia enfrentar, portanto balanço positivo da atual direção do sindicato, que soube conduzir esta luta e preservar nossas conquistas.
A outra resolução é em relação ao processo eleitoral, nós sempre defendemos a autonomia da nossa entidade frente aos partidos politicos aos governos e aos patrões, portanto nossa resolução ia no sentido de apresentar uma plataforma de defesa dos intereses da nossa categoria e não indicar, como queria um setor da entidade, apoio a um candidato. Ao apresentar uma plataforma queremos saber qual é a posição dos candidatos diante de nossas reivindicações.
Também aprovamos no congresso um amplo plano de lutas, armando nossa categoria para os próximos desafios, com a certeza de que só a luta muda a vida!
Apresentação das candidaturas do PSTU durante o congresso.


Inaugurado, durante o congresso, painel com a contagem regressiva da Yeda.